A cópia. As diferentes realidades. O marketing. O duro cotidiano

Desde o período de campanha estava claro que o então candidato a prefeito de Belém pelo MDB, Igor Normando, adotaria – em caso de vitória nas urnas – a mesma postura e método de atuação do prefeito reeleito de Recife, João Campos, do PSB, um dos políticos mais populares do Brasil.

Igor venceu e o prognóstico feito por esse articulista se concretizou sem constrangimento, seguindo a máxima: “o que é bom, precisa ser copiado”. Sendo assim, Normando se tornou uma cópia do mandatário recifense.

As aparições públicas via redes sociais do novo gestor belenense seguem à risca um padrão de apresentação em alto astral, de comunicação leve, direta e, principalmente, presencial, apresentando o problema e, ao mesmo tempo, definindo a forma de resolução da demanda. Se foi de fato resolvido o problema não se sabe, mas o efeito positivo do marketing aconteceu.

Igor se apresenta assim como diversos secretários de crachá. Outro marketing, que passa a ideia de gerente, de funcionário da sociedade. A semiótica atuando fortemente fortemente.

Obviamente, esse modelo copiado precisa de ajustes, pois Recife têm suas particularidades, se diferenciando de Belém em diversos aspectos, assim como ambas capitais se parecem em outros como, por exemplo, a baixa cobertura de saneamento básico.

Campos se tornou uma referência nas redes sociais. Consegue passar uma mensagem como poucos. Ensina diariamente o campo Progressista como se comunicar. É copiado por centenas de prefeitos pelo Brasil.

Igor ao copiar João, mostra que não tem identidade política ou, ao menos a perdeu ao se colocar quase como um sócia do gestor recifense. Em seu reduto, Igor Normando se tornou mero coadjuvante – mesmo sendo o prefeito – no momento mais importante da capital paraense dos últimos 100 anos, por conta da COP-30.

Ainda há outra questão: a pressão popular que tende a minar o índice de aprovação da gestão emedebista da capital, assim como a avaliação do próprio prefeito na questão das políticas sociais, como no caso do Programa Bora Belém, extinto pelos vereadores da base do governo, e que aguarda na mesa de Igor pelo veto ou não.

A atual gestão manterá a atual rede de assistência social ou ampliará conforme prometido em campanha? A cópia e seus defeitos…

Imagem: Roma News

Henrique Branco

Formado em Geografia, professor das redes de ensino particular e pública de Parauapebas, pós-graduado em Geografia da Amazônia e Assessoria de Comunicação. Autor de artigos e colunas em diversos jornais e sites.

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