Trump alimenta incertezas econômicas e institucionais

Donald Trump alimenta a incerteza como um dos principais ingredientes da receita que criou para “fazer a América grande novamente”. Quanto mais ameaçador e misterioso se mostra, mais ele comemora o que considera uma demonstração de poder através do medo e da insegurança.

Essa estratégia, no entanto, já está custando caro aos americanos e ao capital internacional. Na expectativa pelo chamado Liberation Day, marcado para esta quarta-feira (2), quando Trump anunciará seus planos para tarifas recíprocas, as bolsas de valores ao redor do mundo sofreram um baque significativo. No caso das bolsas americanas, o presidente provocou o pior trimestre dos mercados desde 2022. Enquanto isso, um cenário de recessão combinada com inflação alta nos Estados Unidos torna-se cada vez mais plausível.

Como um aperitivo do que pretende servir ao mundo, o governo Trump divulgou um extenso documento acusando diversos países de impor barreiras aos produtos americanos — com o Brasil destacado entre os alvos.

Se a incerteza econômica já não fosse suficiente, Trump também alimenta a instabilidade institucional. Ele insiste, com aparente seriedade, que buscará um modo de concorrer a um terceiro mandato, algo expressamente proibido pela Constituição americana.

Com essa receita sendo testada diariamente, Trump consegue disseminar uma certeza pelo mundo: ninguém sabe a dimensão exata do estrago, mas todos sabem que ele virá.

Por Thaís Herédia (CNN Brasil)

Imagem: Casa Branca 

Henrique Branco

Formado em Geografia, professor das redes de ensino particular e pública de Parauapebas, pós-graduado em Geografia da Amazônia e Assessoria de Comunicação. Autor de artigos e colunas em diversos jornais e sites.

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